Unidades de saúde do Rio sofrem com falta de remédios e pacientes precisam interromper tratamento

Funcionários vão decidir em assembleia de greve das clínicas da família continua. Pacientes reclama da interrupção de tratamentos e agravamento dos problemas de saúde.

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Clínicas do Rio sofrem com falta de remédios e até de internet 

A situação de clínicas da família do Rio e de unidades de atenção básica à saúde continua grave. Em algumas unidades, como a Clínica da Família de Quintino, na Zona Norte, funcionários dizem que o estoque de medicamentos está zerado. Faltam remédios básicos, como antibióticos.

Além do atendimento médico, nas clínicas da família os pacientes são inscritos no Sistema de Regulação de Vagas (Sisreg) para dar prosseguimento do tratamento em outras unidades, com marcação de exames, consultas com especialistas em outras unidades da rede de saúde. Mas com a crise, tem paciente que não está conseguindo avançar com o tratamento.

O paciente Nilson Mendes descobriu um problema na próstata anos atrás. Só que a crise nas unidades de saúde está impedindo o desenvolvimento do tratamento e a situação de saúde dele vem se agravando a cada dia.

“Estou com problema desde 2015. Fui ao Hospital Carlos Chagas, eles me atenderam, me acompanharam até um tempo e depois me deram alta e fizeram o encaminhamento para que continuasse o tratamento na clínica da família. Lá, me mandaram que aguardasse em casa. De lá para cá a situação se agravou. Não tem urologistas e agora o problema afetou os rins. Só com muita insistência consegui acompanhamento para o problema nos rins. Mas está tudo parado”, reclamou o paciente.

O funcionário de uma clínica da família, Gustavo Treistman diz que a situação das unidades de saúde básica é crítica. O estoque de pelo menos 184 medicamentos, como antibióticos e remédios para hipertensão e diabetes, está zerado. E os funcionários, apesar do que disse o prefeito, ainda estão com o salário atrasado.

“Não adianta o médico prescrever se a unidade não tem o medicamento para passar para o paciente. Muitos não têm condições de comprar. Além disso, os médicos estão sem salário até agora. Como é que ele vai ter tranquilidade para fazer um atendimento, se não tem dinheiro para pagar o aluguel, para sustentar sua família?”, indagou o funcionário.

A prefeitura informou que em 10 dias serão repassados R$ 123 milhões às OSs quitarem os pagamentos atrasados de outubro e novembro e o 13º salário dos funcionários. Os funcionários das clínicas da família informam que somente metade das unidades está funcionando e que uma assembleia que será realizada nesta terça-feira deve decidir pela continuidade ou não da greve.

Fonte: G1 Notícias

 

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